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Educação
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Em agosto de 2012, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que garante, no mínimo, metade das vagas das Universidades públicas aos cotistas. Dentro destes 50%, a distribuição deve ser feita entre alunos economicamente carentes e por etnias, dadas as proporções de negros, pardos e indígenas em cada Estado brasileiro.
O hagah entrou em contato com algumas Universidades de ensino público do Rio Grande do Sul e mostra como cada uma delas está trabalhando com o sistema de cotas.
Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a política de cotas existe desde 2007. O reitor Carlos Alexandre Netto afirma que a Universidade acabou de passar por um processo, em que renovou por mais 10 anos as reservas de vagas para quem foi estudante de escola pública e para os alunos autodeclarados negros.
No total, 30% das vagas são destinadas aos cotistas. Dentro deste número, metade da reserva é ofertada àqueles que, além de terem estudado em escola pública, declaram-se negros. O reitor ratifica, ainda, que, assim que o projeto de lei for aprovado definitivamente, a Universidade irá adequar-se à nova definição.
Mesmo optando pelo sistema de cotas, o candidato também concorre à chamada classificação universal. Caso ele não obtenha nota suficiente para ocupar uma das vagas, automaticamente passa a concorrer às reservadas para os cotistas.
A Assessoria de Imprensa da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) informa que a instituição não trabalha com cotas, já que a seleção da Universidade não é feita através de vestibular comum, mas por exames como o SiSU e o Enem.
O reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Professor Fernando Guaragna, conta que, pelo fato de a Universidade ter sido fundada recentemente, há 11 anos, o sistema de cotas já foi pensado desde o começo. "A UERGS foi a primeira Universidade do Rio Grande do Sul e uma das primeiras do país a implantar o sistema", relata.
A instituição oferece, ao todo, 60% de suas vagas aos cotistas. 50% são destinadas aos alunos que tiveram sua formação na rede pública de ensino, independente de etnia. Os outros 10% garantem as vagas dos deficientes físicos.
A Assessoria de Imprensa da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) explica que a Universidade ainda não trabalha com o sistema de cotas, mas já recebeu a notificação de que todas as Universidades precisam aderir ao novo sistema. Com isso, os membros dos Conselhos de Administração da UFPEL devem analisar a situação e dar um parecer nos próximos dias.
Até o momento da publicação desta matéria, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Fundação Universidade de Rio Grande (FURG) foram contatadas, mas os responsáveis não concederam entrevista, pois as Universidades estão em greve.
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